A edição de 2020 exigiu uma reengenharia completa da nossa abordagem. Com a pandemia, o desafio não era apenas o conteúdo, mas o formato. Precisamos condensar workshops que antes duravam dois dias em sessões digitais de três horas, mantendo a mesma entrega de valor. O foco técnico migrou para a objetividade: menos tempo de "tela" e mais eficácia na definição de hipóteses.
Implementamos o uso de breakout rooms e ferramentas de colaboração visual em tempo real para conduzir múltiplos workshops simultâneos. Por questões de sigilo e foco, as interações passaram a ser mais individuais entre cada empresa âncora e sua respectiva startup. Nosso papel foi guiar essas duplas na criação de um backlog detalhado, que funcionava como uma agenda técnica de atividades imprescindíveis — visitas virtuais, reuniões técnicas e experimentos laboratoriais.
Mesmo com a saturação do trabalho remoto na época, conseguimos manter o engajamento alto. Essa edição foi a prova de que nossas técnicas de design não dependem de post-its físicos, mas de uma lógica de colaboração bem estruturada. O resultado foi a manutenção do programa como um dos TOP ecossistemas de inovação do Brasil, alcançando a marca de TOP4 no ranking da 100 Open Startups.