Redesign de Equipamentos de Jardinagem para Mercado Norte Americano

BOSCH
2011
Redesenhar do zero duas marcas tradicionais para a Bosch foi um batismo de fogo. Com 120 SKUs e o desafio de diferenciar Nelson e Gilmour usando a mesma base tecnológica, mergulhamos na cultura norte-americana para entregar design com rigor industrial. O projeto nasceu na Farné Design e foi finalizado pela Primata Criativo, consolidando nossa capacidade de gerenciar portfólios massivos. Foi o fôlego financeiro que permitiu o nascimento da nossa tribo, unindo ergonomia, estratégia de branding e complexidade técnica em escala global.
Industrial design project for 120 SKUs of gardening tools including sprinklers, nozzles, and hoses for Bosch USA brands Nelson and Gilmour. Developed by the team at Farné Design and finalized by Primata Criativo. Focus on branding differentiation through aesthetics, technical feasibility for China manufacturing, and leak-free technology. Awarded Honorable Mention at Museu da Casa Brasileira.

O projeto surgiu da necessidade da Bosch em renovar completamente seu portfólio de jardinagem nos Estados Unidos, um mercado com cultura e exigências muito específicas. Atuando inicialmente dentro da estrutura da Farné Design, nossa equipe assumiu o desafio de gerenciar uma linha massiva de 120 itens, incluindo sprinklers, bicos de mangueira, temporizadores e acessórios. O ponto central era a eficiência operacional: precisávamos substituir um fornecedor local estabelecido e provar que um time brasileiro, sob a liderança de Alfredo Farné e coordenação de nomes como Pedro Almeida, poderia entregar rigor técnico e criativo para um mercado extremamente maduro.

Embora os produtos compartilhassem a mesma engenharia e tecnologia de base para otimizar a produção na China, as marcas Nelson e Gilmour precisavam de identidades visuais e conceituais opostas. Para a Nelson, adotamos uma linguagem de maquinário robusto e alta performance, focada na durabilidade do artefato e em um visual que remetia a motores potentes. Já para a Gilmour, o caminho foi o design centrado no tato e na sinuosidade, onde o produto atua como uma extensão orgânica da mão do usuário para controlar o fluxo da água. Essa estratégia de branding aplicada ao design permitiu que a Bosch ocupasse nichos de mercado distintos sem que uma marca canibalizasse a outra nas prateleiras.

Operacionalmente, o volume de SKUs exigiu uma organização visual rigorosa, transformando as paredes do estúdio em um grande sistema de gestão analógico para acompanhar cada etapa de desenho, modelagem 3D e validação de cores e acabamentos. A imersão cultural foi acelerada para entender as motivações do consumidor norte-americano, garantindo que cada detalhe ergonômico fizesse sentido para o uso cotidiano, especialmente para o público idoso, que demanda soluções de acionamento mais leves e confortáveis. O uso de chassis técnicos pré-aprovados funcionou como um trilho de segurança que garantiu a viabilidade industrial, evitando retrabalhos dispendiosos durante a fabricação dos moldes de injeção.

No estágio final do cronograma, durante o processo de fundação da Primata Criativo, nossa equipe deu continuidade ao trabalho em parceria com a Farné Design para finalizar as linhas especiais de alta prioridade. Esse fechamento incluiu o refinamento técnico da tecnologia leak-free, um sistema de conexão por acoplamento que dispensava roscas e evitava vazamentos, com um facelift de design para atingir um apelo hiper premium com elementos em aço inoxidável. O projeto não apenas viabilizou financeiramente o início do nosso estúdio, mas também conquistou uma menção honrosa no prêmio do Museu da Casa Brasileira, consolidando um legado de evolução técnica que culminou na aquisição do setor pela gigante Fiskars anos depois.

O projeto surgiu da necessidade da Bosch em renovar completamente seu portfólio de jardinagem nos Estados Unidos, um mercado com cultura e exigências muito específicas. Atuando inicialmente dentro da estrutura da Farné Design, nossa equipe assumiu o desafio de gerenciar uma linha massiva de 120 itens, incluindo sprinklers, bicos de mangueira, temporizadores e acessórios. O ponto central era a eficiência operacional: precisávamos substituir um fornecedor local estabelecido e provar que um time brasileiro, sob a liderança de Alfredo Farné e coordenação de nomes como Pedro Almeida, poderia entregar rigor técnico e criativo para um mercado extremamente maduro.

Embora os produtos compartilhassem a mesma engenharia e tecnologia de base para otimizar a produção na China, as marcas Nelson e Gilmour precisavam de identidades visuais e conceituais opostas. Para a Nelson, adotamos uma linguagem de maquinário robusto e alta performance, focada na durabilidade do artefato e em um visual que remetia a motores potentes. Já para a Gilmour, o caminho foi o design centrado no tato e na sinuosidade, onde o produto atua como uma extensão orgânica da mão do usuário para controlar o fluxo da água. Essa estratégia de branding aplicada ao design permitiu que a Bosch ocupasse nichos de mercado distintos sem que uma marca canibalizasse a outra nas prateleiras.

Operacionalmente, o volume de SKUs exigiu uma organização visual rigorosa, transformando as paredes do estúdio em um grande sistema de gestão analógico para acompanhar cada etapa de desenho, modelagem 3D e validação de cores e acabamentos. A imersão cultural foi acelerada para entender as motivações do consumidor norte-americano, garantindo que cada detalhe ergonômico fizesse sentido para o uso cotidiano, especialmente para o público idoso, que demanda soluções de acionamento mais leves e confortáveis. O uso de chassis técnicos pré-aprovados funcionou como um trilho de segurança que garantiu a viabilidade industrial, evitando retrabalhos dispendiosos durante a fabricação dos moldes de injeção.

No estágio final do cronograma, durante o processo de fundação da Primata Criativo, nossa equipe deu continuidade ao trabalho em parceria com a Farné Design para finalizar as linhas especiais de alta prioridade. Esse fechamento incluiu o refinamento técnico da tecnologia leak-free, um sistema de conexão por acoplamento que dispensava roscas e evitava vazamentos, com um facelift de design para atingir um apelo hiper premium com elementos em aço inoxidável. O projeto não apenas viabilizou financeiramente o início do nosso estúdio, mas também conquistou uma menção honrosa no prêmio do Museu da Casa Brasileira, consolidando um legado de evolução técnica que culminou na aquisição do setor pela gigante Fiskars anos depois.