O projeto do Hotdog nasceu de um desafio comum no universo das startups: a necessidade de um produto com alta percepção de valor, mas que respeitasse as limitações de uma produção sem planta fabril própria. Para a Gato Preto Classics, o objetivo era criar um amplificador valvulado de 3W, portátil e de mesa, que fugisse do aspecto puramente profissional dos estúdios e se integrasse a ambientes domésticos, como salas e home-offices.
Nossa abordagem de design industrial priorizou o pragmatismo. Apresentamos diferentes caminhos construtivos, desde os mais complexos até os mais enxutos. A solução escolhida baseou-se em dobras simples de chapas metálicas com estamparia frontal. Embora o conceito parecesse simples, a execução exigia um refinamento técnico extremo. Devido às dimensões reduzidas do aparelho, as dobras precisavam ser muito estreitas, o que demandou a colaboração de engenheiros de chaparia avançada (com experiência em setores como o aeronáutico) para garantir que o acabamento fosse impecável.
Visualmente, o Hotdog carrega o que chamamos de retro-minimalismo. Ele evoca a nostalgia das lanchonetes americanas das décadas de 50 e 60, mas limpa os excessos para entregar uma peça contemporânea. O amplificador não é apenas um equipamento técnico; é um objeto de design que atende tanto o estudante de guitarra quanto o músico profissional em momentos de prática ou shows de pequeno porte.
O sucesso do projeto foi consolidado em 2016, quando o Hotdog recebeu o Prêmio Objeto Brasil no Istituto Europeo di Design (IED). Mais do que um prêmio, o projeto validou nossos métodos de design acelerado e demonstrou como a colaboração remota entre a Primata e a GPC conseguiu entregar um produto que se tornou um ícone entre artistas renomados no Brasil.