O projeto nasceu do desejo de criar uma ferramenta que superasse as limitações dos motores de busca convencionais, que muitas vezes confinam o usuário a resultados óbvios. Para o Labirinto, nossa missão foi estruturar uma interface que suportasse a vastidão de informações de acervos globais, mantendo a credibilidade técnica e a facilidade de uso.
Iniciamos o processo com um mergulho em UX Research, definindo quatro ProtoPersonas estratégicas: historiadores saturados de fontes genéricas, designers em busca de referências culturais profundas, estudantes de artes e curadores de galerias. Esse mapeamento nos permitiu priorizar mais de 50 funcionalidades, garantindo que a ferramenta resolvesse dores reais, como a fragmentação de links e a dificuldade em traçar correlações entre diferentes movimentos artísticos.
A arquitetura da plataforma foi construída sobre o conceito de "fios" e "nós". Utilizamos tecnologias de Grafo e randomização (em parceria com a Beacon) para permitir que o usuário crie associações personalizadas entre obras, livros e autores. No aspecto técnico de design, estruturamos a jornada e a arquitetura de informação no Adobe XD e consolidamos o front-end via Webflow. Essa escolha estratégica acelerou a transição do design para o desenvolvimento e facilitou a captação de recursos para o cliente.
O uso do MVP Canvas foi determinante para delimitar o escopo e entregar um protótipo funcional, responsivo e pré-validado. Ao final, a Primata não apenas entregou uma interface; consolidamos um método de cocriação que transforma abstrações artísticas em produtos digitais robustos, prontos para navegar na complexidade dos dados modernos com a simplicidade necessária ao toque humano.