O projeto com a Tetu Arquitetura nasceu de uma provocação essencial: "Como poderíamos criar um móvel que prioriza o viver e permite trabalhar em/de qualquer lugar?". Para responder a isso, recebemos o Valter Costa Lima e o Pedro em nosso escritório para uma imersão presencial de duas semanas. O objetivo não era apenas desenhar uma cadeira ou uma mesa, mas materializar o conceito de "Trabalhar Descansando" — uma resposta antecipada à necessidade de ambientes que não separassem mais a vida produtiva da vida doméstica de forma rígida.
Estruturamos o trabalho em duas etapas críticas. Na primeira, focamos no mapeamento de jornadas. Entendemos que o mobiliário precisava servir ao "ecossistema do conforto". Analisamos o comportamento de quem busca autonomia: onde as pessoas sentam para pensar? Onde buscam fôlego entre uma reunião e outra? Valter e Pedro participaram ativamente das oficinas, trazendo o rigor técnico da arquitetura para as nossas ferramentas de design de serviço e UX Research. Juntos, desenhamos jornadas que iam do momento analítico de concentração até o relaxamento total, posicionando o produto como o elo central dessa transição.
Na segunda etapa, o desafio era a validação sem o custo proibitivo de protótipos físicos premium. Construímos o modelo em 3D com texturas e iluminação realistas. Para testar o valor do design, colocamos a peça da Tetu em um "duelo de percepção" contra objetos icônicos do mobiliário mundial, como a Slow Chair. O teste era direto: em um ambiente neutro e altamente sofisticado, qual móvel atrairia o desejo do usuário para o contexto de trabalho remoto?
A resposta do mercado foi extremamente positiva. Os usuários validaram a ergonomia percebida e o apelo visual, enquanto lojistas de mobiliário de alto padrão confirmaram o potencial comercial da peça. Esse processo deu ao Valter e ao Pedro a clareza necessária para investir na construção física do mecanismo de balanço e nos refinamentos finais de design. O projeto foi um marco que ajudou a Tetu a consolidar sua autoridade no design de mobiliário, provando que é possível inovar com o pé no chão e o foco no humano.