O projeto Future Mindblow nasceu de uma provocação da gerência de inovação da Zurich Seguros: como tirar a liderança do "modo automático" e estimulá-la a projetar o mercado em horizontes de longo prazo? Realizado no Bioma Food Hub, o workshop foi desenhado para ser uma experiência de desconexão do digital e imersão no pensamento estratégico tangível.
Nossa abordagem priorizou a materialidade como ferramenta de engajamento. Criamos um repertório de mais de 150 cards de tendências que cobriam desde biogenética e energia até novas dinâmicas de consumo e crises climáticas. Algumas dessas tendências funcionaram como "âncoras" fixas no tempo, enquanto outras foram selecionadas e priorizadas pelos próprios líderes, permitindo que o grupo moldasse a narrativa dos cenários futuros. Para dar profundidade à visão da marca, utilizamos Arquétipos de Marca e o conceito MAYA (Most Advanced Yet Acceptable), garantindo que as ideias tivessem o equilíbrio necessário entre o vanguardismo e a aceitação pelo mercado.
A fluidez do workshop foi sustentada por duas camadas de facilitação complementares. No início, um Mapa Visual na Parede funcionou como um grande infográfico físico. À medida que o grupo avançava, a parede se transformava em um repositório denso de sinais de mudança organizados em janelas de 10, 15 e 20 anos. Por fim, aplicamos a metodologia de Mapa Vivo, uma dinâmica de conversa estruturada e escuta ativa criada por Caio Vassão. Em vez de uma discussão de mesa redonda, os participantes moviam-se pelo espaço, ocupando posições que representavam diferentes preocupações, interesses e vislumbres.
Essa combinação permitiu que a conversa fluísse de forma casual, mas extremamente técnica, transformando as percepções individuais em um mapa coletivo de intenções. Ao final, a Zurich não saiu apenas com dados sobre o futuro, mas com uma liderança alinhada e provocada a enxergar seus próprios produtos com o "olhar de turista" — a capacidade de redescobrir o valor do negócio sob novas e inesperadas perspectivas.