O projeto foi estruturado como um programa formativo híbrido, integrando colaboradores presencialmente na sede da Zurich e remotamente via plataformas de colaboração. O objetivo central era capacitar as equipes nas metodologias de Design Thinking e mapeamento de oportunidades, mas com um diferencial crucial: a redução da pressão por resultados imediatos para garantir a segurança psicológica. Para isso, criamos um cenário fictício onde o desafio era desenvolver produtos para um made-up-Resort da Seguradora. Essa camada lúdica permitiu que os participantes focassem no aprendizado do método sem o peso de resolver problemas complexos do dia a dia da seguradora logo no primeiro contato com as ferramentas.
Na primeira etapa, mergulhamos no entendimento humano através da construção de protopersonas e do mapeamento de dores em temas como o envelhecimento populacional e novas formas de consumo. Utilizamos a ferramenta de Perfil Semântico para realizar um benchmarking visual e comparativo, permitindo que as equipes identificassem lacunas no ecossistema de outros players de forma rápida. O processo de ideação foi potencializado pela Máquina de Possibilidades e pela Torre de Ideias, onde os participantes transformaram oportunidades abstratas em sentenças de inovação claras, conhecidas como "How Might We" ou "Como poderíamos". Esse fluxo garantiu que as ideias geradas fossem filtradas por critérios de impacto e esforço antes de avançarem para a fase de materialização.
A fase final focou na experimentação enxuta e na tangibilização de conceitos. Introduzimos a metodologia Working Backwards, inspirada em práticas globais de tecnologia, onde os times escreveram press-releases dos produtos antes mesmo de desenhá-los. Para elevar o nível de fidelidade e testar o storytelling de venda, os grupos aceitaram o desafio de produzir stories narrativos para redes sociais em apenas 40 minutos. Essa dinâmica demonstrou que é possível comunicar uma proposta de valor sólida em tempo recorde, utilizando ferramentas acessíveis. O treinamento encerrou-se com a validação das hipóteses e a coleta de feedbacks, consolidando um fluxo completo de design centrado no humano que vai da identificação do problema à prova de conceito.